Instituto
Instituto
Instituto



     Centro Universitário Cubatão



     Quando pensamos em implementar um grande centro de pesquisa, ou instalar uma central ambiental na Baixada Santista, ou melhor no Litoral Paulista, pensamos com certa naturalidade que as cidades sedes são Santos ou São Vicente.
     As duas maiores cidades do Litoral Paulista, Santos por centralizar o porto e o comercio, e São Vicente pela alta concentração de debates, já possuem instalações de Escolas de Ensino Superior Públicas (Em 1987 em Santos a FATEC e em 1990 em São Vicente o CEPEL-Centro de Pesquisa do Litoral da UNESP), e em ambas as cidades, estas instalações não desenvolveram adequadamente.
     A FATEC não pode aumentar os cursos para Santos, pois no atual local não comporta. Até hoje a FATEC não recebeu o terreno prometido pela prefeitura de Santos para instalar o seu campus definitivo, sendo que o terreno que estava em vista foi doado pelo prefeito de Santos para o Centro Universitário particular UNIMIS.
     O CEPEL-UNESP demorou também para iniciar os cursos (Biologia em 2002) em São Vicente e esta demora recai pelo mesmo problema inicial, o local para instalação do campus definitivo.
     A FATEC em Praia Grande também tem os problemas, ora por parte da prefeitura, ora por parte da FATEC, e como resultado final, vemos que o campus ainda não saiu do papel.
     A Poli-USP em Cubatão teve no seu passado alguns problemas parecidos, sendo que diferentemente de São Vicente e de Santos, a prefeitura de Cubatão ficou obrigada por parte da construção do campus.
     Naturalmente percebemos que os vários municípios têm problemas para estabelecer os Cursos Superiores Públicos e Gratuitos.
     As cidades com maior população, ou maior comercio, ou maior nível de debate, como Santos e São Vicente, foram as escolhidas para terem Universidades Públicas e Gratuitas, mas sabemos que estes motivos não foram suficientes para fortalecer a FATEC em Santos e o CEPEL-UNESP em São Vicente. Estas justificativas que foram usadas antigamente para escolher qual a cidade onde merece uma Universidade Pública e Gratuita.
     Hoje em dia temos que refletir quais são as justificativas que são mais importantes para a instalação de um futuro Campus Universitário Público e Gratuito no Litoral Paulista, ou até mesmo da Sede da Reitoria da futura Universidade Pública do Litoral Paulista.
     São várias justificativas a serem pesadas, e elas em geral são a favor da cidade de Cubatão, tais como:
     a) Em um raio de 10 quilômetros do bairro Casqueiro em Cubatão, localiza-se as áreas urbanas das maiores cidades do Litoral Paulista (Santos com 400 mil, São Vicente com 300 mil, Guarujá com 250 mil, Praia Grande com 200 mil e Cubatão com 100 mil), isto é, Cubatão está próximo fisicamente dos outros grandes centros do Litoral Paulista;
     b) Cubatão é o único município que reúne as principais rodovias do Litoral Paulista (Rod. Padre Manoel da Nóbrega para Praia Grande, Rod. Piaçaguera para Guarujá, Rod. dos Imigrantes para São Vicente, e Rod. Anchieta para Santos);
     c) O único município de rápido e fácil acesso, tanto para as maiores cidades do Litoral Paulista, como para a região metropolitana de São Paulo, e que fica no meio do caminho, é a cidade de Cubatão;
     d) Mas principalmente, os terrenos para a construção dos Campus Universitários Públicos e Gratuitos têm que estar em locais de fácil acesso, isto é, tanto para a população das várias cidades vizinhas, como bem localizado dentro do município sede.
     e) Outra grande justificativa é a parceria com a população local e o investimento que o comercio e a indústria podem fazer. A população dos vários municípios naturalmente apoiarão, mas o comercio com pouco rendimento(pelo menos é o que os comerciários dizem) não poderão formar esta parceria. Sobra então o polo industrial de Cubatão como parceiro e investidor, e novamente Cubatão tem as justificativas ao seu favor.
     Além das justificativas acima, a sociedade tem que iniciar um debate amplo para amadurecer a idéia de Cubatão possuir Centros de Pesquisa e Tecnologia, possuir USP, e mais além, possuir UNESP, FATEC e CEFET, e porque não, também, possuir a Sede da Reitoria da futura Universidade Estadual e Pública do Litoral Paulista e uma Agência Ambiental formado pela prefeitura e por ONG's.
     Hoje para concretizar a hipótese de Cubatão ser a Sede do Conhecimento e da Pesquisa Universitária do Litoral Paulista, os vários setores de Cubatão têm que lutar conjuntamente. O primeiro setor(prefeitura, governo, vereadores, deputados, etc.) têm correr atrás, já que outros prefeitos e parlamentares estão com os mesmos interesses. O segundo setor(comercio e indústria) também tem que participar por esta conquista conjuntamente, pois o benefício vem rápido através do lucro direto no comercio, ou indireto na indústria com mão de obra qualificada e com pesquisa. O terceiro setor(sociedades organizadas, ONG's, partidos, jornais, TV's, igrejas, sindicatos, etc.) é o setor mais interessado e beneficiado neste assunto, e quando bem organizado e atuante é o setor que consegue pressionar mais os colegiados responsáveis pela implementação de Universidades Públicas e Gratuitas.
     Um dos vários exemplos de atuação em pró a instalação da Poli-USP em Cubatão, são entidades do terceiro setor, como o Instituto de Ajuda ao Aluno Carente e o MUP/BS(Movimento pela Universidade Pública na Baixada Santista). Estas entidades estão tentando unir as forças dos vereadores e da prefeitura, unir a vontade das indústrias, desvendar as regras da tecnocracia do Governo de Estado e das Reitorias das Universidades.
     Nesta última Segunda-feira, 19/11/2001, o Instituto de Ajuda ao Aluno Carente e o MUP/BS estiveram participando em uma reunião na Secretaria de Ciência e Tecnologia do Estado de SP juntamente com representantes da Prefeitura de Cubatão e da Câmara de vereadores para uma negociação sobre a instalação da Poli-USP em Cubatão.
     De um sonho para uma realidade, depende de muito mais que "falatório" e de "boa vontade", depende, sim, de determinação e de união. O primeiro passo para Cubatão ser a sede da ciência, do conhecimento, da tecnologia, do saber universitário, está próximo, mas "estar quase lá" é muito diferente de "estar lá", e o primeiro de muitos campus universitários ainda deverá ser muito árduo para sair do papel e funcionar na prática.

Para criticar este artigo ou sugerir outro, clique aqui para enviar uma mensagem.

18/novembro/2001

Assinam:
     Sociólogo José Henrique Garcia
     Diretor do RedeSol - Rede Solidária de Emprego e Renda

     Historiador Marcos Henrique Achado
     Diretor do Instituto de Ajuda ao Aluno Carente

Veja onde está notícia foi divulgada
O Povo de Cubatão
ANO III - EDIÇÃO Nº 114 - 30 DE NOVEMBRO À 6 DE DEZEMBRO DE 2001


Povo Online
Cubatão, Segunda-feira, 3 de dezembro de 2001

____________________________________________________________
Desenvolvido por Marcos Henrique Achado     e@mail: administrador@instituto.org.br
Copyright© 2000 - Instituto de Ajuda ao Aluno Carente® - Cursinho Instituto®
Proibida a cópia sem autorização segundo Lei n°5.988 14/12/1973
Todos os direitos reservados
Página criada em NOVEMBRO/18/2001                     

____________________________________________________________