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     Aluísio Tancredo Gonçalves de Azevedo
     Nasceu em 14/04/1857, na cidade de São Luís do Maranhão
     Morreu em  21/01/1913, na cidade de Buenos Aires - Argentina
     Obras:
A mortalha de Alzira
Casa de Pensão
Filomena Borges
Memórias de um Condenado
Mistérios da Tijuca
O Cortiço
O Esqueleto
O Mulato - 1881
Uma lágrima de mulher - 1880


     VIDA

     Aloísio Tancredo Gonçalves de Azevedo nasceu a 14 de abril de 1857 em São Luís do Maranhão. Após os primeiros estudos em sua terra natal, vai para o Rio de Janeiro estudar pintura e desenho; trabalha como caricaturista na imprensa. Com a morte de seu pai, retorna ao Maranhão; nesse época escreve alguns artigos de caráter político, influenciado pelo materialismo positivista, atacando os conservadores, a tradicional sociedade maranhense e o clero.
     Em 1880 inicia-se no romance, publicando Uma lágrima de mulher. No ano seguinte choca a sociedade ao publicar O mulato, primeiro romance naturalista de nossa literatura. Novamente embarca em direção ao Rio de Janeiro, vivendo a partir daí da venda de seus escritos, o que levou o crítico Valentim Magalhães afirmar:
     "Aluísio Azevedo é no Brasil talvez o único escritor que ganha o pão exclusivamente à custa de sua pena, mas nota-se que apenas ganha o pão: as letras no Brasil ainda não dão para manteiga."
     Não suportando essa situação por muito tempo, em 1895 o romancista presta concurso para o cargo de cônsul. Aprovado, ingressa na vida diplomática e abandona de vez a literatura. Falece a 21 de janeiro de 1913 em Buenos Aires, Argentina.

     ESTILO

     Por tentar profissionalizar-se como autor, Aluísio produziu uma obra propositalmente versificada: de um lado, os romances românticos, que o próprio autor chamava de "comerciais"; de outro, os romances naturalistas, chamados de "artísticos".
     Ao primeiro grupo pertencem Memórias de um Condenado, Mistérios da Tijuca, Filomena Borges, O Esqueleto e A mortalha de Alzira, descontado o romance de estréia, Uma lágrima de mulher. São romances de consumo, que seguem perfeitamente a melhor receita folhetinesca.
     Ao segundo grupo, entre outros, pertencem os três romances maiores de Aluísio: O mulato, Casa de Pensão e O Cortiço. Importante é notar que essa divisão não constitui fases, como no caso de Machado de Assis; os romances românticos eram alternados com os naturalistas.
     É como naturalista que Aluísio de Azevedo deve ser estudado. Seguindo as lições que Émile Zola e Eça de Queirós, o autor escreve romances de tese, com clara conotação social. Percebe-se nitidamente a preocupação com as classes marginalizadas pela sociedade, a crítica ao conservadorismo e ao clero, aliado à classe dominante.
     Destaque também para a defesa do ideal republicano assumida pelo autor: em O Cortiço, a República é proclamada em pleno decurso da narrativa, permitindo assim ao autor explicitar sua posição quanto ao acontecimento. E, na melhor postura materialista positivista, Aloísio valoriza sobremaneira os instintos naturais, comparando constantemente seus personagens a animais: Bertoleza "tinha ancas de vaca do pasto"; seu marido morreu "estrompado como uma besta", puxando uma carroça, para citar dois exemplos.
     O Mulato, marco inicial no naturalismo brasileiro, se teve uma aceitação relativa no Sul, no Nordeste foi violentamente combatido. Ele define, logo no primeiro romance da nova estética, todas as suas principais características: o amor pela natureza, a negação da metafísica, o "desrespeito" pela religião, o entusiasmo pela saúde do corpo, o real-sensível e o materialismo.


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